Escolha Profissional Quais Fatores Influenciam

Escolha Profissional – Quais Fatores Influenciam?

Se você está com dúvidas sobre qual escolha profissional fazer, não se estressa, porque elas podem ocorrer novamente e em outro momento de sua vida.

Índice de Conteúdo

A escolha profissional tem sido um dos grandes desafios para os jovens, e para muitas pessoas que já estão no mercado de trabalho.

Seu início se dá na infância e passa por várias fases como: pré-adolescência, adolescência, vida adulta e na velhice.

De acordo com Bohoslavsky (2003, p.77):

“A escolha não é um momento estático no desenvolvimento de uma pessoa, ao contrário, é um comportamento que se inclui num processo contínuo de mudança da personalidade, embora como observadores externos, pode se analisar a dimensão temporal em três momentos, passado, presente e futuro”.

Logo, o processo de definição profissional ocorre constantemente em nossa vida e de forma ativa.

Fazer a escolha profissional correta requer autoconhecimento e distinção entre conflito e dilema.

Através do autoconhecimento conseguimos identificar nosso propósito de vida e aptidões, além de conhecermos os nossos pontos fortes e sentimentos que trazem realização e satisfação.

Já através da distinção entre o conflito e o dilema, temos a possibilidade de perceber se a nossa escolha está pautada entre duas opções antagônicas, consideradas incompatíveis ou contraditórias, porém aceitáveis.

Veja o exemplo de cada uma delas:

  • Conflito – Escolher entre a profissão que traz satisfação pessoal e a profissão que gera maior rendimento financeiro, contudo não motiva e traz realização pessoal.
  • Dilema – Escolher entre uma oferta de emprego próxima a residência ou uma oferta de emprego longe da residência, porém ambas são atrativas para a carreira.

Por isso, fazer uma escolha profissional requer muita reflexão sobre esses pontos.

Se para o profissional que já está no mercado de trabalho causa dificuldade, o que podemos dizer sobre os jovens que estão iniciando a vida profissional?

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Para a pessoa que já começou sua carreira e tem experiências profissionais, viver a dicotomia entre questões financeiras e realização também é um processo doloroso.

Todavia, para os jovens o momento da escolha acaba ocorrendo em uma época de grandes transformações e, por este motivo, o desafio parece ainda maior.

Nesse período, marcado por diversas mudanças físicas e cognitivas, ele fica mais vulnerável e mais ansioso, podendo tomar decisões menos assertivas ou até irresponsáveis.

Além de, muitas vezes, passarem por sentimentos de depressão e síndrome do pânico.

A escolha profissional, para o jovem, tem um significado muito importante perante à sua condição de ser e sabemos que é mais complexa do que imaginamos.

Isto porque sofre a influência dos familiares, dos amigos, do ambiente educacional socioeconômico e sociocultural e das condições psicológicas.

Vejamos cada uma delas e o que pode ser feito para minimizar a angústia na hora da escolha profissional.

1. Ingerência da Família

A família, é uma das primeiras influências nessa trajetória da escolha profissional.

A sua interferência faz com que o jovem se sinta cobrado e obrigado a seguir um caminho, que não foi escolhido por ele.

Porém, se este mesmo jovem é suscetível à excesso de liberdade, pode se sentir sem apoio e abandonado para tomar decisões e fazer a escolha profissional.

Não importa se é na escolha direta ou no apoio financeiro da formação, muitos pais pensam que ao definir a carreira do filho criam maiores facilidades para eles, ou seja se utilizam de vários argumentos.

O primeiro deles é que um dos membros da família já atua na área e, o filho, terá mais chances de dar continuidade.

Logo depois temos o discurso de que a profissão que devem exercer, tem que oferecer maior status e remuneração.

Já o terceiro argumento está relacionado com suas frustrações pessoais, por que dizem que os filhos terão a oportunidade que eles não tiveram de trabalhar em uma determinada profissão.

Contudo, a posição da família não deve ser manipuladora.

A família precisa orientar, esclarecer, criar mecanismos que facilitem ao jovem na sua escolha profissional.

O diálogo aberto é o mais recomendado nessa hora.

Dedicar tempo e atenção para conversar sobre o assunto, oferecer auxílio para encontrarem juntos a melhor opção, sem dúvida alguma torna o momento menos sombrio.

2. Condição Socioeconômica

Outro ponto bastante significativo é a condição socioeconômica.

Nas famílias economicamente mais estruturadas a discussão sobre o assunto é mais sistemática e envolve realização pessoal e não apenas financeira.

De acordo com estudos, em famílias menos favorecidas o foco maior está no fator financeiro. Isto porque, muitos jovens se tornam um dos principais mantenedores da família.

Entretanto, não podemos descartar que fatores como remuneração e status induz o jovem na escolha profissional, independente da condição financeira familiar.

Mas isso não significa que eles terão a possibilidade de realizar esse desejo, pois na realidade a questão socieconômica impacta muito na escolha.

O melhor caminho nesse momento é fazer uma pesquisa para conhecer as profissões de interesse.

Desta forma terão condições de avaliar melhor a relação: remuneração x status x satisfação pessoal.

3. Influência dos Amigos

Muitas das características pessoais constituídas pelos jovens, para a fase adulta, têm influência direta nas relações com os amigos.

Os jovens “trocam ideias” sobre suas preferências individuais, experiências e opiniões a respeito de diversos assuntos. E um deles é sobre suas escolhas profissionais.

Falam sobre profissões predominantes na família, universidades, cursos de interesse e o que colocarem na elaboração do currículo para o primeiro emprego.

Além, é claro, das incertezas e medos que a pressão externa e pessoal provocam ao terem que fazer uma escolha.

Os amigos mantém uma relação de troca promovendo apoio emocional mútuo, já que na maioria das vezes estão vivendo a mesma fase.

Ocorre que nesse momento, mais uma vez, o suporte da família é fundamental.

Em suma, não devem impedir esse contato entre eles, muito ao contrário, precisam estimular as boas relações e se fazerem presentes.

Contribuir com informações relevantes para o momento e se colocarem como alicerces não só dos filhos, como de seus amigos.

Quero dizer com isso que, manter este tipo de comportamento, só estimula uma relação de confiança entre todos.

4. Atuação da Escola

A escola, no seu contexto institucional, também pode influenciar na concepção do indivíduo e, consequentemente, na sua escolha profissional.

Enquanto algumas investem em projetos que falam sobre profissões, mercado de trabalho e universidades, outras não criam projetos que preparam o jovem para a escolha da profissão.

Não criam um espaço de diálogo para minimizam as interrogações, bem como não orientam alunos e pais.

O posicionamento da escola é relevante, porque desmistifica sobre muitas dúvidas como:

Devo fazer a minha formação na universidade “X”, por que vai garantir o meu emprego dos sonhos?

Do mesmo modo, é papel da instituição de ensino contribuir para que esse processo aconteça de forma tranquila e esclarecedora, auxiliando o jovem no planejamento de carreira.

Por isso, deve capacitar professores para serem orientadores e facilitadores na escolha profissional do jovem.

5. Fator Sociocultural

Seja em relação a condição social e cultural da família ou no meio em que está inserido, as questões socioculturais influenciam os jovens na sua escolha profissional.

De acordo com algumas pesquisas já realizadas sobre o tema, a educação dos pais e seu nível de conhecimento geral influenciam os jovens em suas escolhas.

O núcleo familiar tem interferência primária nesse processo, já que envolve seus valores sobre profissões e o mundo do trabalho.

Do mesmo modo que a ascendência da sociedade faz com que o jovem se responsabilize pela sua escolha profissional, por toda a vida.

Por outro lado, ele nem sempre terá maturidade e estará capacitado para isso, além de não ser verdadeiro o fato de que não podemos mudar essa escolha ao longo da nossa trajetória.

A sociedade, muitas vezes, impõe escolhas profissionais pautadas em status social, poder financeiro e reconhecimento com viés de glamour e isso compromete a decisão.

Os meios de comunicação social são pouco esclarecedores e, geralmente, interferem nesse processo de forma “manipuladora”.

É importante entender que somos seres sociais, e que viver em sociedade significa entender como ela se manifesta e qual é a sua influência em nossa vida.

Portanto, mais uma vez o papel da família é imprescindível como orientadora e apoiadora no processo de escolha e para definir a meta profissional, independente da fase da vida em que nos encontramos.

6. Fator Psicológico

O fator psicológico é um dos grandes vilões neste processo e atinge jovens e adultos no modo como fazem suas escolhas profissionais.

No período da adolescência o jovem está suscetível ao stress.

Em outras palavras, não sabe lidar com os fatores externos e internos que vão definir sua trajetória da escolha profissional.

O medo de não fazer a escolha certa, a falta de conhecimento de si próprio, interferência dos pais e da sociedade, influenciam na escolha da profissão.

Porém, muitas pessoas possuem dificuldades de passar da infância para a vida adulta e sofrem com o processo de aceitação de si e de responsabilidades em geral.

E isso não se dá apenas no período de transição da adolescência.

Existem algumas variáveis psicológicas que estão envolvidas no processo da escolha profissional.

Entretanto destacamos:

  • Traços de personalidade;
  • Valores e expectativas individuais em relação ao futuro profissional;
  • Habilidades e a maturidade para realizar a escolha da atividade de trabalho.

E todos nós, em algum momento de nossas vidas, vivenciamos uma delas.

Passamos constantemente por questionamentos que pairam no ar e provocam insegurança, incerteza, medo, stress, angústia, sentimento de fracasso, entre outros.

Muitas vezes nos deparamos com questões como:

  • Será que fiz a escolha certa?
  • Tenho o perfil?
  • Essa profissão tem a ver comigo?
  • Vou conseguir atuar no mercado de trabalho?
  • Me sinto realizado com o que faço profissionalmente?

Boa parte da geração de profissionais na faixa dos 30 anos, chamados de jovens adultos, trabalham em profissões que não lhes trazem realização.

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E o que não falta são motivos para ficarem frustrados.

De acordo com algumas pesquisas, isso tem a ver com a falta de projetos educacionais que incentivem o autoconhecimento e minimizem as pressões na adolescência.

Por este motivo que a orientação profissional, nesta fase, tem um um grau de importância significativo.

Durante a orientação se estimula a reflexão sobre habilidades, o que gosta de fazer, os sonhos profissionais e o mercado de trabalho.

O que certamente proporciona para os jovens sentimentos de confiança, conforto e segurança para fazer a melhor escolha profissional.

Além de estimular o jovem a buscar um propósito para carreira.

Acontece na fase adulta, vem a pergunta:

O que fazer, depois de graduado e exercendo determinadas atividades, não por vontade própria, mas por viáveis imprevistos da vida?

A definição da carreira pode se tornar mais simples, basta que se dê o primeiro passo, independe de sermos jovens em início de carreira ou já experientes.

O primeiro passo para uma definir a profissão é buscar o autoconhecimento através de reflexões e orientações específicas.

A escolha profissional fica menos tensa quando sabemos quem somos, conhecemos as habilidades e competências que possuímos, identificamos nossos comportamentos e suas variáveis.

No momento de indecisão, de qual direção tomar, uma das alternativas é buscar orientação de especialistas, como um pedagogo, psicopedagogo, um orientador vocacional ou coach.

Através de metodologias e instrumentos específicos, esses profissionais farão com que a pessoa reflita sobre si, seus valores, sonhos e objetivos pessoais e profissionais.

Criarão condições, para que possa pensar sobre a carreira de forma mais abrangente.

Você também pode contar comigo para esclarecer suas dúvidas!

Quando falamos de escolha profissional, não podemos deixar de ter em mente que ela está relacionada às nossas expectativas pessoais.

Relacionada à definição de quem somos.

A escolha profissional, não é apenas uma distinção do que fazer.

Mas sim, uma escolha do propósito de vida.

1 comentário em “Escolha Profissional – Quais Fatores Influenciam?”

  1. A escolha tem uma energia muito forte e anda de mãos dadas com a responsabilidade que nós temos de criar a nossa própria realidade profissional.

    Escolher é muito bom, porque escolhendo você já eliminou todas as outras alternativas, mas ainda não é tudo.

    O melhor mesmo é o compromisso com a escolha, dedicar-se sem restrições, o que requer disposição para fazer o que for necessário durante o tempo que for preciso até atingir o sucesso profissional.

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